Conflito e Crise: Os Juízes

Escrito por César L. Pagani
Categoria: Resumo da Lição da Escola Sabatina Criado: Domingo, 17 Janeiro 2016 09:09

Lição 4 – 16 a 23 de janeiro de 2016

 

Verso para Memorizar

“Orou Ana e disse: O meu coração se regozija no Senhor, a minha força está exaltada no Senhor; a minha bocase ri dos meus inimigos, porquanto me alegro na Tua salvação.” (1Sm 2:1)

César L. Pagani

O tempo  dos juízes de Israel abarca desde 1350 até 1050 a.C. Compreende desde a ocupação de Canaã até o estabelecimento da monarquia. Catorze  juízes governaram a nação durante esse tempo. Não que o juiz fosse um administrador geral do país, mas ele era mais caracterizado como um libertador ou salvador do povo.

O primeiro juiz foi Otniel, sobrinho e genro de Calebe e o último o profeta Samuel. Entre eles julgaram a nação: Eúde, Sangar, Débora, Gideão, Tola, Jair, Jefté, Ibsã, Elom Abdom e Sansão, Eli.

Nesse tempo os israelitas não haviam conquistado todos os povos de Canaã. Ainda restavam alguns por submeter. Não considerando a ordem de Deus de eliminá-los ou expulsá-los por completo, muitos contemporizaram com os pagãos permitindo que habitassem com eles, o que lhes acabou sendo por armadilha.

Várias foram as apostasias e vilanias de Israel, mas o Deus de amor e perdão sempre lhes enviava libertadores para fazê-los voltar de sua rebelião. Eles foram oprimidos pelos mesopotâmios, moabitas, filisteus, cananeus, midianitas e amonitas.

Segundo alguns autores, esse período foi marcado por altos e baixos políticos e religiosos. Embora Deus houvesse dado leis específicas para que Israel fosse uma nação altamente organizada, “cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos”.  A verdade era subjetiva. Poderíamos dizer que era um pós-modernismo veterotestamentário.


DOMINGO


DÉBORA    

Débora, profetisa e juíza de Israel por volta de 1258 a.C., única mulher dentre os líderes da nação da época dos juízes, além de compositora e letrista de um cântico de louvor (ver Jz 5:2-31), mostrou-se uma líder nata, talentosa. Foi a mais alta  magistrada de Israel. Seu fórum situava-se debaixo de uma palmeira situada entre Ramá e Betel.

A cumulação de dois cargos fê-la muito respeitada entre todas as tribos dispersas no próprio território de Canaã.

Jabim, rei de Canaã, tinha um exército poderoso com 900 carros ferrados, o equivalente moderno a 900 tanques de guerra. Nas batalhas campais esses veículos militares faziam verdadeiros estragos ceifando vidas sem dar chance de defesa aos adversários. Por 20 anos esse povo oprimiu Israel, por causa de suas apostasias. O Senhor retirara Sua bênção de Seu povo escolhido e os adversários se lhe multiplicaram. Não sabemos que tipo de opressão foi essa. A Biblia não a detalha. Imaginamos que eles dizimavam colheitas israelitas, exigiam tributo, escravizavam alguns do povo.

Débora convocou Baraque e lhe transmitiu uma mensagem divina, dizendo que ele fora escolhido pelo Senhor para libertar Israel do jugo desses cananitas. Deu-lhe também a estratégia militar. Dez  mil soldados deveriam ser convocados e deslocados para o Monte Tabor,  ao sul da Galileia. Deus Se responsabilizaria por atrair os exércitos de Jabim, liderados por Sísera, até o ribeiro de Quisom, ao norte do Monte Carmelo, e entregaria o inimigo em suas mãos. Porém, prevenira Débora, que a glória de liquidar o grande general cananina (um tipo do grande general Dwight Eisenhower, comandante-chefe das tropas aliadas na Segunda Grande Guerra Mundial) pertenceria a uma mulher quenita simples e zelosa.

A liderança de Baraque, incentivada por Débora, se mostrou eficaz porque ele foi atrás dos carros de guerra e da infantaria em fuga e todo o exército de Sísera foi dizimado. Certamente Débora acompanhou Baraque em toda a batalha. Mulher altamente corajosa e brava.

Por 40 anos Israel viveu em paz, graças à providência divina e o ministério dessa valorosa mãe de Israel.       


SEGUNDA


GIDEÃO

Depois desse período de paz para Israel, “fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o Senhor; por isso, o Senhor os entregou nas mãos dos midianitas por sete anos.” (Jz 6:1). Essa mais recente apostasia ocorreu por volta do ano 1218 a.C.

O flagelo das nações pagãs sobre Israel é assim descrito pelo Espírito de Profecia: “Os amalequitas ao sul de Canaã, bem como os midianitas na sua fronteira oriental e nos desertos além, eram ainda os implacáveis inimigos de Israel. Esta última nação havia sido quase destruída pelos israelitas nos dias de Moisés; mas desde então aumentaram grandemente, e se tornaram numerosos e poderosos. Tinham tido sede de vingança; e agora que a mão protetora de Deus se retirarade Israel, chegara a oportunidade. Não somente as tribos a leste do Jordão, mas todo o país sofreu com suas devastações. Os habitantes selvagens e cruéis do deserto, numerosos ‘como gafanhotos’ (Juízes 6:5), vinham como enxame sobre a terra, com seus rebanhos e gado. Como uma praga devoradora, espalhavam-se pelo país, desde o rio Jordão até à planície filisteia. Vinham logo que as searas começavam a amadurecer e ficavam até que os últimos frutos da terra fossem colhidos. Despojavam os campos de seus produtos, e roubavam e maltratavam os habitantes; e então voltavam aos desertos. Assim os israelitas que moravam em território aberto eram obrigados a abandonar suas casas, e a congregar-se nas cidades muradas, a fim de procurar refúgio nas fortalezas, e mesmo a encontrar abrigo nas cavernas e no recesso das rochas, entre as montanhas. Por sete anos continuou esta opressão, e então, como o povo em sua angústia atendesse à reprovação do Senhor, e confessasse seus pecados, Deus  levantou de novo um auxiliador para eles.” Patriarcas e Profetas, p. 401.

Gideão pertencia à tribo de Manassés e era filho de Joás. Essa família não tinha qualquer projeção social, política ou econômica. Porém, era composta de gente valorosa e íntegra. Não foi à toa que eram chamados como “filhos de um rei”. (Jz 8:18).

O chamado – O Anjo do Senhor, o Anjo do Concerto aparece a Gideão. Quem é o Anjo do Concerto senão o Senhor Jesus Cristo? É digno de nota que Deus não chamou um general experimentado em batalhas, mas um simples lavrador. É para Sua glória que o Senhor chama gente fraca para envergonhar gente forte, e gente que não é para desacreditir gente que é.

Enquanto estava malhando trigo num lugar escondido dos inimigos, ele pensava na abjeta condição espiritual e social de Israel. Cogitava como seu povo poderia ser liberto das mãos inimigas, como anteriormente fizera através dos juízes escolhidos.

A teofania (aparecimento divino) que subitamente lhe ocorreu pegou-o de surpresa. A primeira pergunta que ele fez ao mensageiro divino foi “Por quê?” Ele não desconhecia as razões da tragédia de dominação estrangeira.  O que o incomodava é que a situação não tinha remédio. Sentia que Deus abandonara o povo por causa de seus pecados.

Cristo ouviu suas reclamações e ordenou que ele fosse como estava para convocar exércitos e partir para cima dos inimigos. Gideão pediu provas e Cristo as deu para animar a confiança de Seu servo. Ele devia empenhar-se para cumprir a missão fundamentada em forte fé. Não podia contar com sua família, pois eles eram idólatras. Seu pai era adorador de Baal

 “O pai de Gideão, Joás, que partilhava da apostasia de seus patrícios, construíra em Ofra, onde morava, um grande altar a Baal, junto ao qual o povo da cidade adorava. Foi ordenado a Gideão destruir este altar, e erguer um altar a Jeová, sobre a rocha em que a oferta fora consumida, e ali apresentar um sacrifício ao Senhor. A oferta de sacrifício a Deus fora confiada aos sacerdotes, e se restringira ao altar em Siló; mas Aquele que estabelecera o culto ritual e para quem todas as ofertas daquele culto apontavam, tinha poder para mudar as estipulações do mesmo. O livramento de Israel deveria ser precedido por um protesto solene contra o culto de Baal. Gideão devia declarar guerra contra a idolatria, antes de sair para batalhar com os inimigos de seu povo.”

“A determinação divina foi fielmente posta em prática. Sabendo Gideão que encontraria oposição se aquilo fosse tentado abertamente, levou a efeito o trabalho em segredo; com auxílio de seus servos, fez tudo em uma noite. Grande foi a raiva dos homens de Ofra ao virem eles, na manhã seguinte, a prestar suas devoções a Baal. Teriam tirado a vida de Gideão, caso não houvesse Joás (a quem havia sido referida a visita do Anjo) tomado a defesa de seu filho. ‘Contendereis vós por Baal?’ disse Joás. ‘Livrá-lo-eis vós? Qualquer que por ele contender ainda esta manhã será morto; se é deus, por si mesmo contenda; pois derribaram o seu altar.’ Se Baal não podia defender seu próprio altar, como se poderia confiar que ele protegesse seus adoradores?” Obra citada, p. 402.

Como se organizaram os combatentes – “Todos os pensamentos de violência para com Gideão se dissiparam; e, quando ele fez soar a trombeta de guerra, os homens de Ofra acharam-se entre os primeiros a reunir-se sob sua bandeira. Arautos foram expedidos à sua própria tribo de Manassés e também para Aser, Zebulom e Naftali, e todos corresponderam ao chamado. 

“Pelo fato de seu exército ser tão pequeno em comparação com o do inimigo, Gideão se abstivera de fazer a proclamação usual. Ficou surpreso com a declaração de que seu exército era por demais grande. Mas o Senhor via o orgulho e a incredulidade que existiam no coração de Seu povo. Despertos pelos apelos estimulantes de Gideão, alistaram-se com prontidão; mas muitos ficaram cheios de medo quando viram as multidões dos midianitas. Entretanto, caso houvesse Israel triunfado, esses mesmos teriam tomado a glória para si próprios, em vez de atribuírem a vitória a Deus.” Idem, p. 403.

“Gideão obedeceu à determinação do Senhor, e com coração pesaroso viu vinte e dois mil, ou mais de dois terços de sua força total, partirem para casa. De novo veio a ele a palavra do Senhor: ‘Ainda muito povo há; faze-os descer às águas, e ali tos provarei; e será que, aquele de que Eu te disser: Este  irá contigo, esse contigo irá; porém todo aquele, de que Eu te disser: Esse não irá contigo, esse não irá.’ O povo foi levado ao lado da água, na expectativa de fazer um avanço imediato ao inimigo. Alguns apressadamente tomaram um pouco de água na mão e a beberam enquanto andavam; mas quase todos se curvaram sobre os joelhos e comodamente beberam da superfície da corrente. Os que tomaram água com as mãos foram apenas trezentos dentre os dez mil; todavia estes foram escolhidos; a todo o resto foi permitido voltar para casa.” Idem, p. 404.


TERÇA


Sansão

Sansão, personagem bíblico controvertido, mulherengo, vaidoso e presunçoso. No entanto, a despeito de agudos traços negativos de caráter, logrou cumprir os propósitos divinos. É fascinante a paciência e a misericórdia de Deus no trato com esse turbulento homem.

Em Sua presciência o Senhor o escolheu para libertar Israel do jugo filisteu. O cuidado de Deus por ele foi tanto que instruções celestiais pré-natais foram dadas à mãe de Sansão, que, por sinal, era estéril, para que a graça de Deus pudesse operar naquele que, futuramente, seria o homem mais forte do mundo. Um preparo do templo do Espírito que habitaria no futuro juiz. Nada de vinho, de bebida fermentada ou de alimento proibido pelas regras levíticas. O filho, em seu desenvolvimento, deveria atender às mesmas diretrizes dadas à mãe (Jz 13:14).  

O bebê seria nazireu, isto é, seguiria um estilo de vida completamente diferente dos demais e seria consagrado ao Senhor por toda a vida. O símbolo externo de seu nazireado era uma cabeleira farta e longa.

Por volta de 40 anos de domínio filisteu sobre Israel, sempre por causa da defecção ou apostasiada nação, estavam chegando ao fim.

Os pais de Sansão eram gente piedosa. E tanto que o próprio Anjo do Concerto, nosso Redentor, foi pessoalmente a Zorá e Se dirigiu à mulher de Manoá e disse-lhe que ela seria mãe de um libertador, que começaria a livrar Israel das mãos dos bélicos filisteus.

Já adulto, diz-nos a Palavra, o Espírito de Deus começou a “incitar”, “encorajar” ou “impelir” Sansão para o seu ministério de força. Maané-Dã, um lugar de acampamento situado entre Zorá e Estaol, exatamente na fronteira com a Filistia; foi nesse lugar que o poderoso juiz começou sua atividade.

A maneira de Sansão agir como primeira incursão no território filisteu causa  estranheza, afinal, Deus proibira união matrimonial entre israelitas e pagãos adoradores de deuses (Dt 7:3, 4).   Um erro crasso cometido por impulsos sensuais que pareciam ser comuns nesse homem. A racionalização de Sansão era, pura e simplesmente, “ela agrada aos meus olhos”. Um sujeito inconsequente, porém, apesar de suas fraquezas abundantes, ele foi usado pelo Senhor para cumprir Seus altos propósitos.

Na história de Sansão se destaca a inexcedível bondade de Deus com um homem pecador. Como um ungido, ele deveria consultar a Jeová a cada passo de sua missão. Talvez sua incrível energia muscular sobrepujasse ascapacidades mentais. Ele pode ter-se julgado invulnerável. Cheio de si, partia para as batalhas.

Fascinante o que o Senhor pode fazer com um só homem, a despeito de suas fragilidades.  Enquanto Sansão cumpriu a vontade divina de castigar os filisteus, foi bem-sucedido. Porém, quando traiu seu sagrado depósito de nazireado, revelando seu segredo à pérfida Dalila, perdeu a unção e a força.

Mas, não nos esqueçamos que malgrado a vida oscilante desse juiz, ele figura na galeria dos heróis da fé de Hebreus 11.      


QUARTA


 

RUTE

Rute (significado: companheira ou amiga), moabita de nascimento, prosélita judia, bisavó de Davi e antepassada de Jesus. Sua história transcorre durante o tempo dos juízes.

“O livro [de Rute] serve de ponte narrativa entre o período caótico dos juízes e o estabelecimento da dinastia contínua de Davi em Israel.” – Nota de abertura do livro bíblico de Rute, Bíblia de Estudo de Andrews.

A narrativa de Rute parece pouco importante na história do povo de Deus, pois retrata aspectos da vida de uma jovem gentia que se casou com um hebreu imigrante e viveu a tragédia de perder em dez anos o sogro, o marido e o cunhado, e não ter tido a felicidade de gerar filhos, o que era vexatório para as mulheres daquele tempo.

Quando sua sogra resolveu voltar para Israel, Rute arriscou o destino de sua vida indo para um lugar de cultura diferente, de religião diferente, monoteísta. É bom lembrar que naquele tempo as mulheres não tinham muitos direitos como hoje. Na cultura oriental, a mulher trabalhava, sim, mas, além dos serviços domésticos, sua atividade se circunscrevia a trabalhos agriculturais e pastoris. Destaque-se que as propriedades de Elimeleque não passaram automaticamente para sua viúva. Parece que não havia o conceito de mulheres como herdeiras, excetuando-se apenas o caso das filhas de Zelofeade (na partilha da herança dos filhos de Manassés. Ver Nm 26:33) - Macla, Noa, Hogla, Milca e Tirza – que requisitaram a herança de seu pai a Moisés. Diga-se de passagem que, após seu requerimento, foi lavrada uma lei de herança para mulheres em Israel, quando não houvesse homens na família.

Num ambiente desconhecido Rute lançou sua sorte. Certamente  ela não ignorava o Deus de Israel, pois ingressara numa família israelita de gente devotada. Mas, não fora obrigada a seguir as leis de Jeová. Observemos que quando ela deu sua resposta ao conselho de Noemi de voltar para sua parentela, ele confessou que o Deus de Noemi seria, dali em diante, o seu Deus.

Por providência divina ela foi trabalhar nas searas de um parente de Noemi e, para encurtar a história, casou-se com ele e gerou reis em sua descendência – a casa real de Judá. Não somente isso, mas o principal destaque na existência dessa mulher de fé é figurar na genealogia do Messias Redentor. Ela pôs sua vida nas mãos do Deus de Israel e Ele deu-lhe glória e fama.

Uma grande lição do livro de Rute é a extensão da salvação aos gentios. Deus quer que todos se salvem e demonstra Seu santo desejo em todas as Escrituras. “Mas era propósito de Deus que pela revelação de Seu caráter através de Israel, fossem os homens atraídos para Si. O convite do evangelho devia ser dado a todo o mundo. Mediante o ensino do sistema de sacrifícios, Cristo devia ser erguido perante as nações, e todos que olhassem para Ele viveriam. Todo aquele que, como Raabe, cananita, e Rute, a moabita, tornassem da idolatria para o culto ao verdadeiro Deus, deviam unir-se ao Seu povo escolhido.” Profetas e Reis, p. 5.


QUINTA


SAMUEL

Samuel é um dos personagens bíblicos mais fascinantes. Sua mãe sofreu de esterilidade durante muitos anos e padeceu extremamente nas mãos de sua rival Penina. Desolada, humilhou-se perante o Senhor e lhe rogou um filho. Não o pediu para competir com Penina, mas para consagrá-lo ao Senhor. E tanto que o nome escolhido parao filho trazia em si o desejo da mãe de que ele fosse um servo de Deus por toda a vida. Samuel, do hebraico Shemuel, tem o sentido direto de “Seu nome é El”.  Ousadamente não só pediu em oração, mas também fez um voto solene a Deus. Ela não sabia que depois de Samuel Deus lhe daria mais cinco filhos – três homens e duas mulheres. Não estava pensando em ficar com o filho para sempre, mas em gerar alguém que defendesse a honra de Deus e Sua lei pisoteada.   

“Durante os primeiros três anos de vida do profeta Samuel [isto é, o tempo de amamentação costumado no Oriente], sua mãe lhe ensinou cuidadosamente a distinguir entre o bem e o mal. Por meio de todo objeto familiar de que estava rodeado, ela procurou levar-lhe os pensamentos para o Criador. Cumprindo o voto de dar o filho ao Senhor, com grande abnegação ela o colocou sob o cuidado de Eli, o sumo sacerdote, para ser educado para o serviço da casa de Deus.” Orientação da Criança, p. 197.

Geralmente, por trás de um grande servo de Deus, há uma grande mãe.

O sumo sacerdote Eli, nesse tempo, era o juiz de Israel. Embora um homem piedoso em si mesmo, era frouxo e tolerante demais. Diferentemente de Ana, ele provavelmente não se ocupou com intensidade na educação dos filhos, que se tornaram uma ignomínia para o sacerdócio e para a nação. Eram profanos, mulherengos e sensuais. Deus Se queixa diretamente a Eli, dizendo-lhe que ele honrava mais os filhos do que ao Senhor (1Sm 2:29) e antecipou-lhe o que faria no futuro imediato. A genealogia de Eli seria extinta. Deus revelou que faria juízo sobre seus filhos e eles morreriam.

Israel andava como ovelhas sem pastor. Deus precisava de um homem zeloso que trabalhasse pelo arrependimento e retorno da nação. “Naqueles dias, a palavra do Senhor era mui rara; as visões não eram frequentes.” (1Sm 3:1).

No contexto do grande conflito, Deus planejava um contra-ataque à apostasia e Samuel deveria ser o líder da campanha divina. Nazireu desde o ventre da mãe até seu falecimento, ele seria um servo de tempo integral. Sua nobre história confirma-lhe o ministério. 

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